Não é o principe encantado,por que já há muito não sou criança,e não tenho pretensão nenhuma com o tal principe bocó,rico e irreal.É apenas uma crônica de uma escritora de nome Ailin Aleixo,que descreve muito bem,ao menos até certo ponto,o homem ideal que espero para mim.Até certo ponto,vejam bem.Quando eu estiver com mais coragem e mais inspirada,farei minha própria versão de crônica do Homem Ideal.Por enquanto deixo-os com essas sábias e deleitosas palavras,que podem muito bem descrever um tipo de homem ideal para mim:
"O homem ideal me dá colo, mas não me faz dependente de seus carinhos e cafunés – ao contrário, me incentiva a transpor problemas e encontrar soluções. Tem a rara habilidade de saber ouvir e dizer o que é necessário, o que é bom ou a dura e intransponível realidade. Compreende a diferença entre estar presente e fazer companhia e prefere ficar sozinho a estar de alma ausente.Não é prolixo nem tenta impressionar, por isso é deliciosamente verdadeiro, simples e interessante.
Entende que preciso da sensação indescritivelmente libertadora de sumir por algumas horas para depois desejar estar de volta para ele.
Não exige a todo instante meu lado risonho porque sabe, como sabe de tantas outras coisas não ditas em sentenças ou discursos, que os dias negros fazem parte de mim. Nota minhas sutis alterações de humor e, sensato, cala-se ao meu lado. E não exige explicações porque possui aquela calma sabedoria que me impele naturalmente em sua direção.
O homem ideal me dá bronca quando abuso da minha independência.
O homem ideal canta. Canta comigo. Não precisa ser afinado, mas canta canções que descobrimos ambos gostar. E rimos. Rimos muito.
Às vezes ele é maravilhosamente sacana. Enterra os bons modos e se atira em mim sem tempo para que eu formule uma pergunta. Adormece aconchegado a mim, mas não suporta ficar agarrado durante toda a noite. Detestamos o sufoco.
O homem ideal não considera fraqueza dizer que me ama. Pede ajuda quando sente que o peso colocado sobre seus ombros extrapolou sua força. E chora. Vive regido por sua consciência e, impulsivo, assassina a etiqueta e comete erros passionais. Então faz besteiras, erra, engana-se. E nem por isso deixa de ser maravilhoso – apenas segue sendo magnífica e tropegamente humano.
O homem ideal é imperfeito, numa imperfeição que combina exatamente com a minha."
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