Partindo um pouco do post anterior,outro pouco de um assunto do qual reflito muito,resolvi fazer este post...que por enquanto,é pequeno,mas como o assunto é algo que reflito muito,podem ter posts de continuação dele.
Sendo Objetiva e começando logo.
Eu sempre busquei o amor,descobri-lo.Seja como for.Quando eu era mais nova,eu simplesmente sonhava com namorar,casar e ter filhos.Na adolescência eu era muito timida e pouco popular com meninos,assim,vim a dar meu primeiro beijo muito tarde.E vivia desejando e rezando para conseguir namorados e coisas afins.
Então,eu consegui.Primeiro beijo/'selinho' com 14 anos.1ºBeijo de lingua com 17,que veio junto com um namoro de 3 semanas,e no mês seguinte,um namoro de 4 meses.Posteriormente,3 ficantes,que eu conto,porém não muito.Ou seja,foram poucas as minhas experiências no campo relacionamento amoroso casal.Mas foram o suficiente para eu chegar ao extremo oposto da minha infância e adolescência.
Me cansei com aquele desejo de ter um namorado o tempo todo e tal.Embora minha busca pelo amor continue,agora está mais refinada.E com minhas poucas,porém intensas e valorosas experiências na área,fiz várias descobertas sobre mim mesma neste campo,e o que quero atualmente.Além de poder definir algo.
Dentre meus dois namoros ao vivo,o segundo,embora também de curta duração,foi muito importante para várias decisões minhas no campo amoroso.
Foi graças à ele que eu descobri que nem tudo depende do ' eu amo você e foda-se o mundo' principalmente se você se importa e considera algo mais do que si e o próprio ego.Uma relação à dois nem sempre depende só dos dois para dar certo.E existem diferentes tipos de amor,ainda que até agora eu só tenha conseguido definir dois deles.Serei mais clara e explicarei melhor à seguir.
Primeiro,eu sei que tem muita gente que,mesmo sem ilusões,deseja um relacionamento amoroso estável e feliz.E claro,existe muita gente que se ilude sobre eles,principalmente quando tem poucas experiências.Acha que vai encontrar o par ideal,e serão felizes para sempre,etc.Pensam que tudo que importa são 'você' e 'o seu amor',quando não é bem assim.Não digo que não seja possível,até é,mas tudo depende dos seus valores,do que você espera e exige.Familia por exemplo,nem sempre é um valor ou pilar pra todo mundo.Então muitos conseguem ignorar a familia e seguir em frente,numa vida própria e tal.Tudo depende de quais são suas idéias e prioridades num relacionamento.
Para mim por exemplo,a familia é algo muito importante.Para aquele meu futuro companheiro,eu posso afirmar que não irá se casar só comigo,.mas também com minha familia.E isso também está associado para mim com casar e ter filhos,a construção de uma nova familia.Esse é um dos pilares de um relacionamento para mim.E muita gente,por mais que não ligue,deve admitir,que uma pessoa carrega em parte influências de sua familia,sejam boas ou não.Enfim,seguindo em frente.Isso foi só uma das coisas que ficaram claras pra mim após o meu segundo namoro,e meu consequente maior acordar sobre a realidade dos relacionamentos.
A segunda foi...existem diferentes formas de amar,e isso também foi algo que me deixou bem angustiada no segundo relacionamento,quando eu ainda não sabia disso.
Porque,o rapaz que eu namorei era muito intenso em tudo,e eu não sabia se estava conseguindo acompanhar o ritmo dele ou não.Digo,naquela época e momento,eu não estava segura de poder dizer 'eu te amo' tão rápido quanto ele me disse,eu ainda não tinha tido tantas experiências de amor real e verdadeiro assim,só paixões intensas e tal.Fiquei insegura,com peso na consciência,entre outras coisas.Era um pouco angustiante pra mim.E foi após 3 anos do fim do relacionamento,refletindo muito que eu descobri o motivo.Eu nãu dúvido de que o rapaz realmente me amava.Afinal,eu soube de outros relacionamentos dele depois,e pude confirmar que ele era daquele jeito para amar.Enquanto eu sou de outro.
O jeito de amar deste rapaz,é um amor que eu chamaria de intenso,como um raio,ou fogo.Ele dura,e dura intensamente enquanto for alimentado.E quando acaba,acaba sem deixar rastros,por que foi vivido até a última gota.
Já o jeito de amar que descobri que sinto,é bem diferente.Ele é como algo semeado.Primeiro se põe as sementes.Então vai se cuidando,e vai se desenvolvendo,fincando raizes,e,se for permitido,vai se desenvolvendo e crescendo até não sei aonde.É demorado de obter...mas também,uma vez que as raizes se finquem um pouco que seja na terra,já se torna mais doloroso de arrancar.Ele é vivido de outra forma,profundamente.E também pode doer intensamente.Penso que atualmente vivo este amor com minha familia.Já está bem grande,pois as sementes foram plantadas quando eu era pequena,e foram cuidadas,e ainda reforçadas com algumas pedras,delimitando o local e ajudando o crescimento.Pedras essa que eu chamaria de mágoas,obstáculos,turbulências e desafios da vida.
A última coisa que aprendi com meu último relacionamento foi que...eu preciso encontrar meu caminho,meu mundo e meu jeito de ser.E reconhecer que eu sou quem sou e não quem eu desejo ser.Eu notei que embora eu admirasse e adorasse meu namorado,talentos dele, e o mundo que ele vivia,como um sonho,eu nunca pertenceria à ele,eu me sentia meio excluida.E sinto que ele sentia o mesmo um pouco,do meu mundo...=/
=O
ResponderExcluirNão sabia que a Marin-san escrevia tão bem.
Pela experiência que tive, creio que o mais importante em um relacionamento é saber que ainda existe vida além relação, quando se começa a achar que sua vida depende do outro, está a um passo de terminar tudo.
Creio que a maioria dos rapazes encaram tudo isso de forma diferente, então aconselho as garotas não levarem um 'eu te amo' tão a sério, mas claro, isso varia muito de pessoa para pessoa.
Outro ponto importante, é que as pessoas não precisam ser parecidas para poderem manter uma boa relação, atualmente até acho que quanto mais diferentes elas forem melhor será, pois sempre irão descobrir coisas novas. Quando ambos são muito parecidos é muito legal no início, mas logo caí naquela mesmice.
No mais é isso, parar antes que comece a filosofar aqui.